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Prós e contras da instalação de portaria virtual para condomínios

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Administrar um condomínio não é uma tarefa fácil. Afinal, é necessário conhecer a legislação, saber lidar com os condôminos, solucionar conflitos e, claro, otimizar os recursos disponíveis. Nesse cenário, adotar as novidades da tecnologia pode ajudar a reduzir as despesas e aumentar a segurança interna.

Contudo, antes de implementar alguma novidade é importante estar atento aos pontos negativos da portaria virtual e analisar cuidadosamente se as vantagens superam os riscos. Quer saber como funciona e quais são as vantagens e desvantagens de contratar um serviço de portaria remota? Então, continue a leitura e descubra tudo sobre o assunto neste post!

Entenda como funciona a portaria virtual para condomínios

Com a implementação do sistema de portaria virtual, o condomínio elimina os gastos com a contratação de porteiro e com eventuais ações trabalhistas que isso poderia ocasionar. Nesse caso, a segurança é feita por uma empresa terceirizada que realiza o monitoramento remoto de todo o espaço em comum.

No sistema de portaria virtual, o porteiro que ocupava uma cabine na entrada do condomínio cede lugar aos recursos tecnológicos e aos agentes remotos que fazem a monitoração de todo o local em tempo real. Com o auxílio de câmeras de segurança, fechaduras eletrônicas, sistemas de biometria e sensores de vozes e de presença, eles controlam todo o fluxo de pessoas no condomínio.

Desse modo, da mesma forma que um porteiro físico, o sistema remoto desempenha as seguintes funções:

  • controle de entrada e saída de pessoas no espaço do condomínio;
  • atendimento aos visitantes;
  • comunicação com os condôminos para autorizar o acesso de terceiros ao condomínio.

Apesar de ser uma ótima opção para reduzir os custos e garantir a segurança, vale ressaltar que o sistema de portaria remota pode não atender às especificidades de alguns condomínios. Por isso, antes de decidir implementá-lo, é importante conhecer suas vantagens e desvantagens e analisar se ele é adequado à realidade condominial.

Conheça as vantagens da portaria remota

O principal atrativo da portaria virtual para condomínios tem relação com a redução do quadro de funcionários. Para alguns condomínios a folha de pagamento representa um verdadeiro transtorno, que encarece os custos e gera contratempos e discussões constantes. Por isso, as principais vantagens oferecidas pelo sistema de segurança remota se relacionam aos funcionários:

  • redução das despesas com mão de obra, visto que a figura do porteiro passa a ser dispensável – em alguns casos, a economia pode chegar a 50% dos custos do condomínio;
  • a diminuição do risco de sofrer ações trabalhistas pelo pessoal reduzido;
  • o aumento da segurança interna ao eliminar a possibilidade de falha humana ou então a comum ocorrência em que o porteiro é rendido em ações criminosas — reduzindo a probabilidade de invasão do condomínio;
  • a redução da probabilidade de conflitos pessoais entre porteiro, síndico e condôminos.

Conheça as desvantagens da portaria virtual

Antes de implementar um sistema de segurança remoto, é preciso conhecer também os pontos negativos da portaria virtual. A experiência tem mostrado que ela é boa, mas não é para todo mundo. As principais desvantagens são:

  • o custo de implementação é, muitas vezes, elevado em decorrência da necessidade de instalação de diversas câmeras, sensores e comunicadores;
  • os equipamentos de tecnologia não têm duração perpétua, pois há necessidade de manutenção, além da constante mudança tecnológica que exige atualização. Assim, o gasto com manutenção e incrementos na infraestrutura será recorrente, por mais que se analise apenas o custo inicial de implementação;
  • a possibilidade de falhas tecnológicas, bem como de energia e internet, pode deixar os condôminos desassistidos. Vale ressaltar que algumas empresas contam com o sistema nobreak, o que possibilita a permanência do serviço nos casos de panes elétricas breves, mas será essencial contar com, ao menos, duas redes de internet para garantir constância na comunicação com a central;
  • a ausência de uma pessoa fisicamente presente no condomínio faz com que várias questões como o auxílio e o pronto atendimento a idosos, pessoas com deficiência ou problemas de locomoção seja inexistente, o que pode ser um empecilho para a implementação em diversos condomínios;
  • condôminos com pouco domínio da tecnologia terão dificuldades com o uso do sistema, podendo criar até mesmo vulnerabilidades na segurança pela falta de compreensão das diretivas e protocolos da portaria virtual;
  • se a única pessoa contratada pelo condomínio com portaria virtual for o zelador, ele fica sobrecarregado e corre o risco de não atender a todos com a presteza necessária, causando insatisfação e conflitos;
  • a dificuldade no recebimento de encomendas aumenta, pois os condôminos passarão a depender de um zelador presente no condomínio ou, então, que as mercadorias cheguem apenas em dias e horários em que há alguém em casa;
  • problemas com falhas no serviço de segurança remoto nem sempre contam com a garantia contratual de cobertura pelos danos sofridos. Por outro lado, se essa cobertura existe de maneira satisfatória, isso encarece o contrato, o que pode fazer com que o condomínio não consiga a economia inicialmente almejada;
  • como a portaria é remota, visitantes passam muito tempo do lado de fora, na rua, até conseguir entrar no condomínio — uma situação incômoda em tempos de frio e chuva, podendo também ser algo perigoso em horário noturno ou em locais com maior risco;
  • há uma ausência de eficácia no atendimento em condomínios muitos grandes, pois é difícil dar instruções para a locomoção dos visitantes em locais com vários acessos, torres. Ou seja, a possibilidade de se perder dentro do condomínio aumenta.

Saiba o que fazer antes de instalar a portaria virtual

Antes de instalar o sistema de segurança remoto, é preciso que os condôminos concordem formalmente com a contratação do serviço. Há a necessidade de uma série de adaptações que fazem com que o processo inicial seja caro, além de envolver manutenção e a discussão de cláusulas contratuais de interesse de todos.

Para isso, a proposta deve ser apresentada e aprovada pelos moradores em assembleia geral, de acordo com o previsto na convenção do condomínio. Além disso, é necessário analisar as condições de oferta do serviço e todos os custos do contrato — mesmo aqueles que não são tão óbvios num primeiro momento deverão ser levantados pelo condomínio.

Também é fundamental analisar a boa reputação das potenciais prestadoras e as garantias oferecidas por cada empresa, inclusive se elas se responsabilizam por eventuais danos causados por falhas tecnológicas. Os contratos costumam ser de longo prazo (em torno de cinco anos). Por isso o condomínio deve avaliar cuidadosamente as hipóteses para rescisão, problemas com o serviço, penalidades e outros itens relevantes.

Como você pôde perceber, incluir a tecnologia é uma opção que está na pauta do dia na administração de condomínios. Ainda assim é importante conhecer e ponderar os pontos negativos da portaria virtual, bem como as vantagens de adoção do modelo antes de fechar negócio.

O síndico que deseja fazer uma mudança do tipo deve preparar um projeto bem fundamentado, que contenha informações completas e várias propostas. A decisão final pela instalação do serviço compete à assembleia e requer muita cautela. Afinal, é necessário analisar se o serviço atende às especificidades e necessidades do condomínio.

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2 thoughts on “Prós e contras da instalação de portaria virtual para condomínios

  1. Srs. – o posicionamento de vocês estão coerente com a realidade oferecida no mercado. Acrescentaria que o custo mensal de manutenção e significado, que os contratos são de 5 anos, período que haverá necessidade de renovação dos equipamentos, portanto onerando novamente o condomínio, necessidade de 2 linhas de internet e o principal buscar uma empresa conhecida e ter muitas referências, mesmo que o custo seja mais elevado.
    Ainda, ter garantia da empresa contratada sobre danos ao condomínio e condôminos em caso de falha no controle e invasão de malandrão.
    Etc.

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