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8 dicas para diminuir a inadimplência no condomínio

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O síndico precisa lidar com diversas responsabilidades no dia a dia e, muitas vezes, surgem alguns desafios, como a inadimplência em condomínio. Quando os moradores deixam de pagar a taxa condominial corretamente, isso pode gerar dificuldades para arcar com todos os compromissos financeiros.

É exatamente nesses momentos que pode ocorrer uma dúvida comum entre os síndicos: como reduzir a inadimplência? Afinal, é preciso saber como lidar com esse problema da melhor forma para evitar prejuízos para o condomínio.

Preparamos este conteúdo com 8 dicas essenciais para ajudar a lidar com a inadimplência. Continue a leitura e se informe!

1. Estabeleça regras claras

O primeiro passo para reduzir a inadimplência em condomínio é estabelecer regras claras sobre o pagamento da taxa e as penalidades aplicáveis em caso de atrasos. Vale lembrar que o Código Civil prevê a aplicação de juros de um por cento ao mês e multa de até 2% sobre o débito, porém, a convenção pode acordar outros valores.

De qualquer modo, é importante que o documento esclareça quais serão as penalidades para que todos os moradores tenham conhecimento. Uma ótima dica para incentivar os pagamentos em dia é estabelecer descontos pela pontualidade.

Nesses casos, os boletos trazem duas datas para pagamento: uma antecipada, cobrando um valor inferior, e outra com o vencimento comum, no valor cheio. Após essa data, começa a incidência de multa e juros. Assim, os moradores sentem-se estimulados a efetuar os pagamentos antecipados, reduzindo a inadimplência.

2. Conscientize os moradores

Também é importante conscientizar os moradores sobre a importância do pagamento da taxa de condomínio para o bem-estar de todos. É com essas mensalidades que todas as despesas coletivas são pagas, como energia elétrica, água e gás das áreas de uso comum, pagamento de funcionários e outros custos essenciais para o dia a dia.

Faça campanhas periódicas, como colagem de avisos nos murais, falando sobre os benefícios de quitar a taxa condominial em dia e a relevância para todos os moradores.

Nas assembleias, explique também os impactos da inadimplência para o próprio condomínio, como o pagamento de multas e juros por atrasar a quitação das contas coletivas, e a necessidade dos demais moradores arcarem com a diferença de valores para cobrir os atrasos.

3. Notifique com antecedência

Muitas vezes, a inadimplência em condomínio acontece por esquecimento do morador. Por isso, envie sempre notificações com antecedência, além do boleto de cobrança, para evitar esse tipo de problema.

Esses lembretes podem ser enviados por SMS, e-mail ou outro meio de comunicação previamente combinado com o morador. Inclusive, é possível anexar as informações para conseguir a segunda via do boleto, se for o caso, garantindo que o condômino tenha todos os dados para efetuar o pagamento.

4. Faça cobranças e aplique as penalidades

Em caso de atraso nos pagamentos, é fundamental iniciar os procedimentos de cobrança e aplicar as penalidades, como a incidência de multa e juros. Portanto, o síndico deve ter um bom controle sobre os pagamentos realizados, seja por meio de planilhas ou softwares de gestão.

A falta de controle sobre a inadimplência em condomínio pode trazer grandes prejuízos: sem identificar os devedores, não é possível tomar as medidas cabíveis. Além disso, sem a devida aplicação das penalidades, os moradores terão a impressão de que a gestão não é eficiente e podem sentir-se encorajados a atrasar os pagamentos.

5. Tenha empatia

Ao cobrar o morador inadimplente é preciso adotar boas práticas e ter empatia. Tenha em mente que a falta de pagamento pode ter sido causada por mero esquecimento ou por dificuldades financeiras, geradas por desemprego, atraso no recebimento de salários ou problemas de saúde, por exemplo.

Converse em um tom cordial e esteja aberto a negociar o pagamento, oferecendo novos prazos ou, até mesmo, um parcelamento, dependendo do motivo da inadimplência. Uma postura agressiva, além de ser considerada abusiva, pode fazer com que o morador se recuse a conversar, além de afetar o relacionamento com o síndico.

Se preferir, terceirize a cobrança dos valores em aberto. Com profissionais especializados, você terá a certeza de que serão adotadas as melhores práticas para cobrar o condômino, sem constrangimentos ou irregularidades.

6. Conheça os limites sobre as penalidades

Um cuidado muito importante é conhecer os limites para a aplicação das penalidades em caso de inadimplência. Muitas vezes, para inibir os atrasos o condomínio cria algumas medidas e restrições que podem ser consideradas abusivas judicialmente.

Algumas práticas que devem ser evitadas são:

  • proibição do uso de áreas comuns;
  • divulgação do nome dos inadimplentes;
  • cortar água ou gás, que podem ser considerados de uso essencial.

Por outro lado, existem diversas medidas que podem ser adotadas normalmente, como:

  • cobrança de juros e multas previstos na convenção ou na lei;
  • inscrição do condômino em cadastros de inadimplentes;
  • proibição de votar nas assembleias;
  • cobrança judicial da dívida.

7. Mantenha um fundo de reserva

A inadimplência dos moradores pode prejudicar o cumprimento das obrigações financeiras do condomínio. Isso gera problemas como a cobrança de multas e juros, corte de serviços ou, até mesmo, ações judiciais.

Para evitar esses transtornos, mantenha sempre um fundo de reserva e, ao identificar problemas financeiros, verifique a possibilidade de utilizá-lo para quitar as dívidas. Isso deve estar previsto na convenção e os condôminos devem ser notificados sobre o uso dos valores, que deverão ser repostos no futuro.

Caso contrário, é necessário ter a aprovação em assembleia para que o fundo de reserva possa ser utilizado para cobrir as despesas do condomínio geradas pela inadimplência.

8. Conte com o apoio profissional

Para ajudar a lidar com a inadimplência em condomínio e outros problemas que podem surgir durante a gestão como síndico, vale a pena procurar apoio profissional, como uma assessoria jurídica.

Por meio do conhecimento jurídico específico, os advogados podem identificar as medidas mais adequadas para solucionar os problemas, além de oferecer suporte para realizar as cobranças de forma extrajudicial e judicial.

Com uma assessoria de qualidade, o síndico contará com apoio para lidar com a gestão do condomínio, seguindo todas as determinações legais.

Pronto! Agora que você já conhece as nossas dicas para diminuir a inadimplência em condomínio, lembre-se de procurar uma consultoria jurídica de qualidade. Assim, consegue avaliar as alternativas para lidar da melhor forma com esses problemas.

Gostou deste post? Se você conhece outras dicas ou ainda tem dúvidas sobre como lidar com os problemas do condomínio, compartilhe com a gente nos comentários!

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